Qualidade da Imagem Digital

Joence Irusta

A tecnologia digital traz novos desafios aos profissionais do serviço de diagnóstico por imagem, pois impõe  melhora na qualidade de imagem obtida, ao uso mais eficiente da radiação incidente, e uma padronização nas rotinas operacionais dos serviços radiodiagnósticos.

Esta tecnologia apresenta uma nova forma de trabalho, seja na aquisição, na interpretação e no armazenamento das imagens.

Em sistemas digitais de imagens médicas, as mudanças não se apresentam somente no sistema de captura, mas também na forma e nos métodos de avaliação, no entanto a física da aquisição permanece a mesma, trazendo maior número de informações sobre a qualidade das imagens produzidas.

Vale lembrar que em sistemas digitais os cuidados com as variantes aplicadas a pacientes que se diferenciam do “homem padrão”, com os parâmetros aplicados na radiologia analógica permanecem ou até se acentuam.

Os principais parâmetros físicos que devemos observar e analisar, para que os resultados sejam, no mínimo compatíveis ou iguais aos sistemas análogos são: resolução espacial, resolução de contraste, relação sinal-ruído, dose de exposição, distância do foco em relação  à placa de aquisição e colimação.

Os sistemas digitais classificam as densidades do corpo humano em  categorias radiográficas como: gás, gordura, fluído, osso, tecido mamário, cálculos, próteses metálicas, obturações, etc..

A obtenção de imagens de boa qualidade depende muito da técnica radiológica selecionada pelo operador técnico e está inteiramente relacionada com a densidade e o contraste obtidos.

Falemos do contraste - O contraste radiológico é aquele cujo efeito permite visualizar as estruturas internas dos tecidos, tais como densidade (atenuação aos raios x), espessura e composição bioquímica que serão reveladas com diferentes tons de cinza em uma imagem radiológica.

A densidade óptica, segundo parâmetro importante, é a grandeza associada ao grau de enegrecimento da imagem radiológica. Áreas escuras (alta densidade óptica) de uma imagem são aquelas que representam tecidos de menor densidade (tecidos moles), enquanto as áreas mais claras (baixa densidade óptica) representam os tecidos de maior densidade (tecidos ósseos).

Quando se escolhe a técnica radiológica para geração da imagem, podemos dizer que a densidade depende tanto do kV (energia) quanto da quantidade de mAs (miliampere-segundo). O contraste depende diretamente da Quilovoltagem e da radiação secundária (espalhamento).

Portanto, tanto a densidade como o contraste de uma imagem continuam sendo pelo kV, mAs e pelas distancias selecionadas no momento de uma aquisição.

A imagem obtida de acordo com as recomendações acima garante que os parâmetros predefinidos no sistema para processamento da imagem capturada fornecerão, em 90% dos casos, imagens que não necessitam sequer passar por ajuste de brilho ou contraste antes de serem liberadas para seus destinos finais.

Concluímos então que o ajuste das imagens digitais é um procedimento específico em cada exame. Não há regra geral, apesar de os processamentos estarem presentes em todas as imagens.

 Devemos avaliar imagem por imagem, individualmente, após a aquisição. Vale lembrar que se tivermos várias imagens de mamografia densa heterogênea, por exemplo, ainda assim elas serão diferentes entre si, apesar de serem densas heterogêneas.                                                                                                                                                          

Joence Irusta é Tecnóloga em Radiologia  e Application  da Application Consultant

contatos: joence.irusta@qlt.com.br

 

 

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